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Sobre a busca incessante da realização

Eu sofro dessa tendência de querer saber fazer de tudo um pouco. Escrever, desenhar, ler, aprender sobre política, entretenimento, culturas, acompanhar dezenas de seriados simultâneos, técnicas de fotografia e edição… mas ultimamente isso tem me incomodado um pouco.

Recentemente cheguei à conclusão que exercitar vários hobbies pode ser algo disperso. Se pararmos para analisar, pessoas que são verdadeiramente boas e bem sucedias no que fazem passam horas de seu dia dedicando-se ao que amam. Então ser ‘razoável’ em generalidades não te torna ‘incrível’ em absolutamente nada.

O que nos faz pensar: A que quero me dedicar? No que eu poderia dedicar horas do meu dia para me aperfeiçoar?

E é nesta fase que me encontro no momento: Eu não sei.

Provavelmente este seja o questionamento mais comum da vida, inclusive veio tarde para mim – senhorita que tinha a vida toda planejada desde os 16 anos.

A questão é que 95% das pessoas querem viver outra vida. Talvez porque apenas a minoria tenha disponibilidade de passar pelo processo de auto conhecimento para entender o que realmente quer, para então chegar lá.

É por isso que decidi voltar com o blog. Porque intuitivamente buscamos falar sobre o que nos dá prazer e preciso enxergar isso aontes das futuras buscas. Não sei, apenas tenho um bom pressentimento sobre isto.

Recomeço

Por motivos de insegurança maior, nunca dei continuidade a um blog.

Sempre que imagino estranhos me lendo me sinto estúpida – talvez porque dias depois, quando releio os posts, minhas ideias não parecem tão claras ou significativas quanto esperava. Não tenho ninguém a culpar se não a mim mesma.

Qualquer pessoa que queira se tornar relativamente bom em algo deve praticar e por que não expor isso para ter um comparativo se estou melhorando?

Então esta é uma das minhas metas de 2014: Fazer algo que constantemente eu tenha medo, organizar meus projetos e lidar com essa insegurança.

O proveito de Pretty Little Liars

Pretty Little Liars é uma série de televisão (baseada na série de livros com o mesmo nome) da ABC Family que estreou dia 8 de Junho de 2010. Com apenas três episódios exibidos, a série recebeu sinal verde para a produção de uma primeira temporada completa de 22 episódios.

Sinopse

A série fala de 5 amigas – Aria Montgomery, Spencer Hastings, Hanna Marin, Emily Fields e Alison DiLaurentis. Durante uma pequena festa Alison DiLaurentis desaparece sem deixar rasto. Passado um ano, as amigas voltam a se encontrar ainda sem saber o que aconteceu a Alison. Começam a receber mensagens de segredos, que apenas Alison podia saber, todas elas assinadas por “A”. As amigas pensam que ela voltou, mas esta é supostamente encontrada morta uns dias depois. No funeral, quando as quatro amigas pensavam que tudo tinha acabado, recebem uma mensagem: “Eu ainda estou aqui vadias, e eu sei de tudo… – A”.

fonte:  Wikipédia

Pretty Little Liars é legal. Sabe, acho que guardar segredos é comum, todos nós temos nossas inseguranças e temos formas diferentes de lidar com elas. E uma vez que esse segredo não tenha como base a proposta de afetar a vida alheia, realmente não diz respeito a mais ninguém! Mas eventualmente, na sua vida, vai aparecer alguém que tentará tirar proveito disso…

A questão é: você vai ceder às ameaças e ficar presa a alguém que quer tirar vantagem da situação que você criou ou deixará que a pessoa mexa suas peças enquanto você aceita enfrentar o que vier pela frente?

Pessoalmente opto pela segunda, a hipocrisia alheia pode me atacar o quanto quiser porque sinceramente, a ideia de mentir me faz sim superior a quem ameaça, manipula e tenta fazer um jogo em cima da vida alheia… fingir ser digna de dar lição nos outros apenas te torna a mais baixa das criaturas.

Percebam isso na série!

xo – N

O que dizer em um adeus?

Toda vez que eu leio meu signo eu me deparo com a palavra melancólica. Sempre ignorei, achava que era uma característica fraca, e bem, nunca é isso que eu procuro ou me orgulho no meu signo. Prefiro às referências à perseverança, ao trabalho duro, ao esforço e às conquistas, à ideia de que somos rabujentos e carrancudos quando novos mas afloramos e vivemos o real espírito jovem quando velhos… Essas caractéristicas de capricornianos, mas a palavra melancólica sempre por mim foi questionada.

Ao me avaliar, superficialmente, nunca encontrei um traço do que pudesse parecer melancolia, muito pelo contrário. Sou decidida, determinada, sei o que eu quero e aonde chegar e estou aprendendo como, mas onde diabos essa melancolia poderia estar. Incubrindo com um certo ódio, a ignorei por anos.

Então amadurecemos, passamos pelas situações que até hoje não compreendemos como nos metemos, ou como nos envolvemos com determinadas pessoas, com quem nós convivíamos e na hora de expressar, de extravasar? Nada! Um total vazio.
E repassamos nossos passos, reavaliamos nossas atitudes, nossas omições. Encaramos que não podemos voltar ao passado, consertar as coisas, explicar o que ficou oculto, desmentir o que foi dito para lhe atingir… mas não podemos voltar ao passado. Não temos coragem de tomar atitudes agora, visto que demasiado tempo se passou, e percebemos que estamos na verdade ilhados. Ilhados enquanto uma corrente de icógnitas nos rodeia. Icógnitas submersas em um vazio. Um vazio tão calmo e profundo que ignoramos por grande parte do tempo, mas que inconscientemenete, ou conscientemente ignorado. E nesse espaço sozinho, refletindo e repassando tudo aquilo que não pode ser reparado, que sentimento encontramos? A melancolia. Melancolia por conta do exagerado desejo de perfeição. Imprerfeiçao irremediável.

Compreendi a melancolia existente em mim, e o melhor? Aprendi a lidar com ela especialmente porque o orgulho não nos deixa saná-la. Não nos deixa entregar-nos oa vazio que aparentemente calmo, faclmente nos engole. E as pessoas não entendem por que o orgulho é o meu melhor amigo… é porque ele me protege (muito diferentemente dos fatores que estão imersos no citado vazio que aguarda por destruição!

Mas é necessário seguir em frente. Nunca tive paciênciência ou tendência para o narcisismo. Sentar olhando para a água, esperando que ela me consquiste e me engula não vai acontecer, jamais. Quem consegue viver de passado?

Acredito que essa é a beleza de ser do meu signo: mais do que esperar do futuro, que as coisas aconteçam, tentamos reparar nossos erros irremediáveis ao acertar no futuro, e não cometê-los novamente. E o tempo, que tira o incurável de foco, nos permite isso, que as icógnitas em fúria do vazio tenham maior densidade e afundem enquanto seguimos em frente.

Ah, mas sorte também que o meu ascendente é escorpião para apimentar a minha vida enquanto não chego lá! XD