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O povo é sempre o mais forte

Muito foi dito sobre os recentes protestos que aconteceram essa semana no país, mas pouco aparentemente foi compreendido. A manifestação não é necessariamente contra a Copa ou R$0,20. É pelo excessivo e contínuo gasto de dinheiro público, além de olhar para causas que não são de primordial interesse da sociedade.

É tardio do período pós-eleições? É. É tardio pela construção dos estádios? É. Demoramos demais para reagir? Sim. Mas ainda não é pelos futuros gastos ou pela oportunidade de ganhar visibilidade internacional – que gera mais pressão.

A repressão policial está acontecendo por despreparo, tanto dos policiais quanto dos governantes que temem qualquer comportamento social que não seja a inércia. Políticos temem que a reação popular incentive o famoso ‘boi de piranha’ partidário, e sua imagem seja queimada para quem está oculto nos partidos possa perpetuar blindado.

A realidade é que governantes há décadas estão em uma posição muito confortável de impunidade, sociedade alienada, escoltados por seus partidos políticos.

Eu sou infeliz, sou cética. Não acredito sequer que eleições mudem alguma coisa, justamente por conta dos partidos. Você pode ser uma pessoa de boas intenções e até ter a sorte de ter notoriedade para ser eleito, mas sem partido você não é eleito e com partido, uma corja assume lugares nas bancadas.

Nenhum presidente sequer poderia tomar partido contra os ‘pequenos’ crimes que ocorrem por baixo dos panos porque são diretamente dependentes de senadores e deputados para que seus projetos sejam votados. Sem deixar passar, ele próprio não governa.

É tudo muito bem amarrado, estão todos encurralados e é mais fácil se unir aos corruptos que lutar contra eles e sair da panelinha, sejam inteligentes e reflitam sobre isso. Aí tem gente que acha que isso tudo que engolimos de impostos, superfaturamentos e excessos políticos não passam de um BEM FEITO por não ter sabido votar. Chamam de vagabundos aqueles que estão ao menos tentando e levando bala de borracha por protestar por você.

O valor das manifestações está na não aceitação cega, está na desaceleração do desvio de recursos, está no alerta social em que muito sapo foi engolido e que aquela sociedade está atenta em listar os responsáveis pelo o que vem acontecendo. Está na motivação do número mínimo de políticos de bem que tem dentro de si a esperança de fazer algo pelo outro, e está na inquietude do futuro daquele que faz pouco do cidadão e ri pelas suas costas, usando dinheiro público. Está em cada um de nós brasileiros que ao ver uma foto, um vídeo ou uma declaração de quem saiu às ruas por um bem comum sofreu violência, colocou sua vida e liberdade em risco simplesmente por acreditar e querer lutar. Está na distribuição dessas informações a nível que imponha aos veículos de informação – que até então estavam mascarando esses movimentos possivelmente por pressão governamental, a ter que mostrar os dois lados. Está na coragem de ir às ruas e de vaiar em público uma presidenta que no passado lutou pela liberdade durante a ditadura e hoje se permite ser omissa.

Como disse anteriormente, sou cética. Pode ser que em duas semanas as pressões cessem e esse espírito volte a ser esquecido, porém, se nos lembrarmos ao menos de quem estava no poder neste momento e não reelegê-los, se esse medo popular existir em futuros políticos que assumam seus cargos ou se nos lembrarmos dessas pessoas que em algum momento se dispuseram a lutar, algo terá mudado: nós teremos mudado. Não há mais ninguém a agradecer se não a esses que foram porcamente apontados como depredadores de patrimônio público. Mais orgulhosa ainda estou da centelha patriota que em mim nasceu. Muito obrigada.

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1º passo dado: Comissão aprova obrigatoriedade de diploma para jornalistas

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 386/09) que restabelece a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão foi aprovada nesta quarta-feira (14) pela comissão especial que analisou a matéria.

Pelo texto aprovado o substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), ao texto original, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) , a exigência de graduação em jornalismo e o registro do diploma nos órgãos competentes deixam de constituir restrição às liberdades de pensamento e de informação. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a necessidade do diploma, sob o argumento de que restringia a liberdade de expressão.

Para evitar novas interpretações semelhantes à do Supremo, Hugo Leal incluiu na PEC uma referência expressa ao inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal. Esse dispositivo determina que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. “Queremos deixar claro que o jornalismo é uma profissão que exige qualificação e isso não impede a liberdade de informação e de imprensa”, ressaltou.

Votação rápida

Instalada em maio, a comissão especial concluiu a análise da PEC 386/09 em pouco mais de um mês e meio. O relator disse que a votação ocorreu de maneira rápida porque foi objetiva, mas não superficial. Leal lembrou que todos os setores envolvidos foram ouvidos e mesmo aqueles que não compareceram às audiências públicas foram procurados por ele.

O parlamentar, que é líder do PSC na Câmara, afirmou ainda que vai sugerir na próxima reunião com o presidente Michel Temer que a proposta seja incluída na pauta do Plenário durante os períodos de esforço concentrado, antes das eleições.

Fenaj aprova medida

Presente à votação desta quarta-feira, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, afirmou que a entidade também vai procurar os líderes para garantir a continuidade da proposta. Ele destacou a importância da volta da exigência do diploma: Nossa profissão não pode ficar do jeito que está. Vivemos uma situação absurda. Hoje não há critério nenhum para ser jornalista. No Distrito Federal, para ser flanelinha é necessário um registro no Ministério do Trabalho. No caso dos jornalistas, nem isso é preciso.

A PEC 386/09 ainda terá de ser aprovada pelo Plenário em dois turnos, antes de seguir para o Senado. No Senado, outra proposta (PEC 33/09) sobre o mesmo assunto também aguarda votação em plenário o texto foi incluído pelos líderes na lista de matérias prioritárias.

fonte: Agência Câmara de Notícias


Agora é torcer!

Greve no transporte público – a história se repete

Máfia do transporte público

Pois bem, Brasília está enfrentando uma greve seríssima do transporte público. Aparentemente os empresários não estão oferecendo benefícios aos motoristas e cobradores de ônibus, que antes foram combinados. Por conta disso, eles decidiram PARAR o serviço, POR COMPLETO. Nem os 60% obrigados por lei estão transitando…

Sabe qual a sugestão dos donos das linhas? Simples: O Governo do DF permitindo o aumento da passagem de R$3 para R$4,25, eles resolvem a situação! Uma graça, não? O revoltante é que a medida está sendo analisada pelo governo.. Na boa? Nessas horas sinto saudades sérias do Arruda. Essa briga ele comprava!

Eu acredito que os funcionários do transporte público merecem sim um salário melhor (e outros benefícios como cesta básica que eles não estão recebendo), mas eu realmente acho que essa relação está errada! Quem tem essa obrigação com os funcionários são os contratantes, ou seja, OS EMPRESÁRIOS. A população não tem nada a ver com essa dívida, aliás, é mais uma vítima. O valor da passagem na região Sul é MENOR que R$3 reais e o transporte funiona; aqui, além de JÁ SER A PASSAGEM MAIS CARA, o transporte é uma bela porcaria. Se cerca de 2 MILHÕES da população depende do transporte público (e paga o valor de R$3 POR PASSAGEM) – os empresários realmente acreditam que para cumprir promessas aos funcionários, a medida é cobrar AINDA MAIS dessa população?

Acho delicado isso de você decidir oferecer um serviço, ele ser porcamente efetuado e ainda assim, querer lucrar loucamente em cima dele sem responsabilidade alguma!

A meu ver, o Governo está dependente DEMAIS desses empresários e isso causa essa máfia sinuosamente organizada.

[Q:] Então sabixona, o que você faria?

[A:] Eu? Formaria FORTEMENTE uma parceiria com os piratas! Na cara dura mesmo. Diria que uma vez que os empresários não entram num acordo com os seus funcionários, não é digno que a população sofra com isso. Cancelaria a verba do passe estudantil e investiria o valor para as frotas piratas por um período inestimado. Não é como se os ônibus dos empresários estivessem em condições melhores para circular – SEM contar que um novo acordo possibilitaria inclusive que o valor das passagens fossem INFERIOR a R$3 reais.

Aposto com vocês que não levaria nem um mês para os empresários tomassem uma medida para remediar a situação! Das duas uma: OU eles teriam que ALÉM de perder dinheiro pelo não recebimento de futuras passagens, demitir os funcionários e pagá-los (AÍ mora a beleza da coisa dos funcionários de ônibus não serem do governo, ou seja, não são funcionários públicos) ; OU seriam obrigados a mexer nos seus preciosos bolsos e eles mesmos pagar os benefícios do acordo.

[Q:] Oh, mas você colocaria em risco o emprego dos funcionários da companhia?

[A:] Infelizmente, qualquer trabalhador está propenso a isso e nesse caso, não há motivos para atribuir a culpa ao Governo e sim, aos empresários contratantes que não cumprem o prometido e no final, deixam TODOS na mão.

Eu SABIA que eles iam se aproveitar DESSE PERÍODO de discussões do passe livre para abocanhar uma grana a mais… SABIA MESMO! O Arruda não deixou que houvesse aumento de passagem durante praticamente TODO O SEU MANDATO – TINHA que ser agora, antes de novas eleições e pós lambança do Arruda.

“Vamos aproveitar que estão concentrados na aprovação do passe livre, quando se derem conta, a coisa estará tão grandiosa que não haverá outra alternativa a não ser aprovar o aumento!”

Aaaah, se o Governo fosse tão sacana nas decisões que beneficiam o povo quanto são para abocanhar dinheiro público…

Transporte Público - FAIL
Na vida tudo é passageiro… menos o cobrador, o motorista e a concessão desta empresa.