Todos os artigos de Nathália.Paccelly

Durante a graduação em Jornalismo desenvolvi minha vocação para a escrita. Nas minhas experiências profissionais descobri uma afinidade com a linha de produção. Procuro me aperfeiçoar nas áreas de fotografia e diagramação, mas principalmente no design gráfico. Para desempenhar aquele papel decisivo na hora de produzir um conteúdo, um jornalista precisa saber e levar em consideração outras áreas além da sua, pois a criação de um produto midiático vai além do escrever bem. Contato profissional: nathalia.paccelly@gmail.com

Sobre a busca incessante da realização

Eu sofro dessa tendência de querer saber fazer de tudo um pouco. Escrever, desenhar, ler, aprender sobre política, entretenimento, culturas, acompanhar dezenas de seriados simultâneos, técnicas de fotografia e edição… mas ultimamente isso tem me incomodado um pouco.

Recentemente cheguei à conclusão que exercitar vários hobbies pode ser algo disperso. Se pararmos para analisar, pessoas que são verdadeiramente boas e bem sucedias no que fazem passam horas de seu dia dedicando-se ao que amam. Então ser ‘razoável’ em generalidades não te torna ‘incrível’ em absolutamente nada.

O que nos faz pensar: A que quero me dedicar? No que eu poderia dedicar horas do meu dia para me aperfeiçoar?

E é nesta fase que me encontro no momento: Eu não sei.

Provavelmente este seja o questionamento mais comum da vida, inclusive veio tarde para mim – senhorita que tinha a vida toda planejada desde os 16 anos.

A questão é que 95% das pessoas querem viver outra vida. Talvez porque apenas a minoria tenha disponibilidade de passar pelo processo de auto conhecimento para entender o que realmente quer, para então chegar lá.

É por isso que decidi voltar com o blog. Porque intuitivamente buscamos falar sobre o que nos dá prazer e preciso enxergar isso aontes das futuras buscas. Não sei, apenas tenho um bom pressentimento sobre isto.

Expectativa e realidade de estar sozinho

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Ser filha única sem dúvida nos dá uma vantagem na vida: lidar bem em fazer coisas sozinha.
As férias de final de ano em que os amiguinhos viajavam e você ficava sozinho jogando video-game, lendo livros, montando quebra-cabeças de milhares de peças ou assistindo filmes são exemplos das coisas simples que me dão um prazer imenso até hoje, pasmem, mesmo sozinha.

A questão é que a meu ver existe um olhar errado das pessoas quando veem alguém desacompanhado. É como se um peso extra a esta situação surgisse porque a única explicação plausível é porque esta não conquistou na vida alguém que quisesse estar ao seu lado. Interiormente, uma falsa crença de que para fazer qualquer coisa sozinha exija uma coragem.

Digo isso porque tenho amigos que não se imaginariam indo a um show ou ao cinema sozinhos. Que deixam de ir porque não tem companhia. Almoçar na praça de alimentação de um shopping é aterrorizante. É intrigante isso e acredito que se você não é esta pessoa, provavelmente conhece alguém assim.

Experiências culturais são particulares, por mais que amigos ou namorados sejam pessoas afins, vejo gostos como fragmentos de personalidade. Por mais que o outro se assimile, dificilmente a maneira a qual as coisas nos afetam são absorvidas igualmente. É extremamente pessoal a maneira que saio para fotografar, interpreto um livro, como uma comida gostosa, ouço uma música enquanto almoço sozinha no shopping, assisto a um seriado do Joss Whedon, um show do Guns N’ Roses ou um filme do Quentin Tarantino me afetam – não mais forte ou mais claro, apenas diferente, e provavelmente será para qualquer um.

Quando você se conhece é natural o instinto de ser verdadeiramente independente. Estamos todos sozinhos e as experiências são isoladas. Nos conhecermos é a resposta para nos tornarmos cada vez mais completos e interessantes. Dividir a vida é consequência por sermos seres sociáveis, jamais uma amarra ou condição.

Recomeço

Por motivos de insegurança maior, nunca dei continuidade a um blog.

Sempre que imagino estranhos me lendo me sinto estúpida – talvez porque dias depois, quando releio os posts, minhas ideias não parecem tão claras ou significativas quanto esperava. Não tenho ninguém a culpar se não a mim mesma.

Qualquer pessoa que queira se tornar relativamente bom em algo deve praticar e por que não expor isso para ter um comparativo se estou melhorando?

Então esta é uma das minhas metas de 2014: Fazer algo que constantemente eu tenha medo, organizar meus projetos e lidar com essa insegurança.

O povo é sempre o mais forte

Muito foi dito sobre os recentes protestos que aconteceram essa semana no país, mas pouco aparentemente foi compreendido. A manifestação não é necessariamente contra a Copa ou R$0,20. É pelo excessivo e contínuo gasto de dinheiro público, além de olhar para causas que não são de primordial interesse da sociedade.

É tardio do período pós-eleições? É. É tardio pela construção dos estádios? É. Demoramos demais para reagir? Sim. Mas ainda não é pelos futuros gastos ou pela oportunidade de ganhar visibilidade internacional – que gera mais pressão.

A repressão policial está acontecendo por despreparo, tanto dos policiais quanto dos governantes que temem qualquer comportamento social que não seja a inércia. Políticos temem que a reação popular incentive o famoso ‘boi de piranha’ partidário, e sua imagem seja queimada para quem está oculto nos partidos possa perpetuar blindado.

A realidade é que governantes há décadas estão em uma posição muito confortável de impunidade, sociedade alienada, escoltados por seus partidos políticos.

Eu sou infeliz, sou cética. Não acredito sequer que eleições mudem alguma coisa, justamente por conta dos partidos. Você pode ser uma pessoa de boas intenções e até ter a sorte de ter notoriedade para ser eleito, mas sem partido você não é eleito e com partido, uma corja assume lugares nas bancadas.

Nenhum presidente sequer poderia tomar partido contra os ‘pequenos’ crimes que ocorrem por baixo dos panos porque são diretamente dependentes de senadores e deputados para que seus projetos sejam votados. Sem deixar passar, ele próprio não governa.

É tudo muito bem amarrado, estão todos encurralados e é mais fácil se unir aos corruptos que lutar contra eles e sair da panelinha, sejam inteligentes e reflitam sobre isso. Aí tem gente que acha que isso tudo que engolimos de impostos, superfaturamentos e excessos políticos não passam de um BEM FEITO por não ter sabido votar. Chamam de vagabundos aqueles que estão ao menos tentando e levando bala de borracha por protestar por você.

O valor das manifestações está na não aceitação cega, está na desaceleração do desvio de recursos, está no alerta social em que muito sapo foi engolido e que aquela sociedade está atenta em listar os responsáveis pelo o que vem acontecendo. Está na motivação do número mínimo de políticos de bem que tem dentro de si a esperança de fazer algo pelo outro, e está na inquietude do futuro daquele que faz pouco do cidadão e ri pelas suas costas, usando dinheiro público. Está em cada um de nós brasileiros que ao ver uma foto, um vídeo ou uma declaração de quem saiu às ruas por um bem comum sofreu violência, colocou sua vida e liberdade em risco simplesmente por acreditar e querer lutar. Está na distribuição dessas informações a nível que imponha aos veículos de informação – que até então estavam mascarando esses movimentos possivelmente por pressão governamental, a ter que mostrar os dois lados. Está na coragem de ir às ruas e de vaiar em público uma presidenta que no passado lutou pela liberdade durante a ditadura e hoje se permite ser omissa.

Como disse anteriormente, sou cética. Pode ser que em duas semanas as pressões cessem e esse espírito volte a ser esquecido, porém, se nos lembrarmos ao menos de quem estava no poder neste momento e não reelegê-los, se esse medo popular existir em futuros políticos que assumam seus cargos ou se nos lembrarmos dessas pessoas que em algum momento se dispuseram a lutar, algo terá mudado: nós teremos mudado. Não há mais ninguém a agradecer se não a esses que foram porcamente apontados como depredadores de patrimônio público. Mais orgulhosa ainda estou da centelha patriota que em mim nasceu. Muito obrigada.

1º passo dado: Comissão aprova obrigatoriedade de diploma para jornalistas

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 386/09) que restabelece a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão foi aprovada nesta quarta-feira (14) pela comissão especial que analisou a matéria.

Pelo texto aprovado o substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), ao texto original, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) , a exigência de graduação em jornalismo e o registro do diploma nos órgãos competentes deixam de constituir restrição às liberdades de pensamento e de informação. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a necessidade do diploma, sob o argumento de que restringia a liberdade de expressão.

Para evitar novas interpretações semelhantes à do Supremo, Hugo Leal incluiu na PEC uma referência expressa ao inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal. Esse dispositivo determina que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. “Queremos deixar claro que o jornalismo é uma profissão que exige qualificação e isso não impede a liberdade de informação e de imprensa”, ressaltou.

Votação rápida

Instalada em maio, a comissão especial concluiu a análise da PEC 386/09 em pouco mais de um mês e meio. O relator disse que a votação ocorreu de maneira rápida porque foi objetiva, mas não superficial. Leal lembrou que todos os setores envolvidos foram ouvidos e mesmo aqueles que não compareceram às audiências públicas foram procurados por ele.

O parlamentar, que é líder do PSC na Câmara, afirmou ainda que vai sugerir na próxima reunião com o presidente Michel Temer que a proposta seja incluída na pauta do Plenário durante os períodos de esforço concentrado, antes das eleições.

Fenaj aprova medida

Presente à votação desta quarta-feira, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, afirmou que a entidade também vai procurar os líderes para garantir a continuidade da proposta. Ele destacou a importância da volta da exigência do diploma: Nossa profissão não pode ficar do jeito que está. Vivemos uma situação absurda. Hoje não há critério nenhum para ser jornalista. No Distrito Federal, para ser flanelinha é necessário um registro no Ministério do Trabalho. No caso dos jornalistas, nem isso é preciso.

A PEC 386/09 ainda terá de ser aprovada pelo Plenário em dois turnos, antes de seguir para o Senado. No Senado, outra proposta (PEC 33/09) sobre o mesmo assunto também aguarda votação em plenário o texto foi incluído pelos líderes na lista de matérias prioritárias.

fonte: Agência Câmara de Notícias


Agora é torcer!

O proveito de Pretty Little Liars

Pretty Little Liars é uma série de televisão (baseada na série de livros com o mesmo nome) da ABC Family que estreou dia 8 de Junho de 2010. Com apenas três episódios exibidos, a série recebeu sinal verde para a produção de uma primeira temporada completa de 22 episódios.

Sinopse

A série fala de 5 amigas – Aria Montgomery, Spencer Hastings, Hanna Marin, Emily Fields e Alison DiLaurentis. Durante uma pequena festa Alison DiLaurentis desaparece sem deixar rasto. Passado um ano, as amigas voltam a se encontrar ainda sem saber o que aconteceu a Alison. Começam a receber mensagens de segredos, que apenas Alison podia saber, todas elas assinadas por “A”. As amigas pensam que ela voltou, mas esta é supostamente encontrada morta uns dias depois. No funeral, quando as quatro amigas pensavam que tudo tinha acabado, recebem uma mensagem: “Eu ainda estou aqui vadias, e eu sei de tudo… – A”.

fonte:  Wikipédia

Pretty Little Liars é legal. Sabe, acho que guardar segredos é comum, todos nós temos nossas inseguranças e temos formas diferentes de lidar com elas. E uma vez que esse segredo não tenha como base a proposta de afetar a vida alheia, realmente não diz respeito a mais ninguém! Mas eventualmente, na sua vida, vai aparecer alguém que tentará tirar proveito disso…

A questão é: você vai ceder às ameaças e ficar presa a alguém que quer tirar vantagem da situação que você criou ou deixará que a pessoa mexa suas peças enquanto você aceita enfrentar o que vier pela frente?

Pessoalmente opto pela segunda, a hipocrisia alheia pode me atacar o quanto quiser porque sinceramente, a ideia de mentir me faz sim superior a quem ameaça, manipula e tenta fazer um jogo em cima da vida alheia… fingir ser digna de dar lição nos outros apenas te torna a mais baixa das criaturas.

Percebam isso na série!

xo – N

Vale divulgação – Abaixo assinado contra o perdão aos torturadores do Regime Militar

Liberou a anistia, cambada!
Quem é anistiado nessa história mesmo? Ah, TODO MUNDO!

Uma campanha está sendo divulgada pela internet sobre o apio pela Memória e pela Verdade – desenvolvida pela OAB/RJ, em defesa da abertura dos arquivos da repressão política no período da ditadura militar. A proposta considera que é direito das famílias dos desaparecidos conhecerem o destino de seus entes queridos.

Espera-se que as autoridades do Executivo e do Legislativo, a quem se destina este documento, determinem as providências necessárias para que seja dada publicidade aos arquivos, criando assim as condições para uma verdadeira reconciliação nacional.

Para participar do abaixo assinado, basta clicar aqui: http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp

Uma breve retrospectiva do que está acontecendo

Em abril, o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou uma posição em relação a respeito da lei da Anistia – que basicamente perdoa todos os crimes cometidos durante a ditadura e por um erro de abrangência, dá a entender que o perdão é extendido dos presos, torturados e exilados à torturadores e praticantes da violência do regime militar.

Para sanar esse equívoco, a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), foi questionada a extensão da legislação, editada em 1979 pelo governo João Figueiredo. A entidade argumentava que a tortura é um crime comum e imprescritível e, portanto, quem o cometeu não poderia ser beneficiado pelo perdão.

A tese, porém, não prevaleceu. No dia 28 de abril deste ano, foi feita uma votação no STF a respeito da possibilidade de alterar o texto da lei. O resultado foi que por 7 votos a 2, foi decidido que a lei deve permanecer inalterada porque ‘apenas uma civiliação evoluída seria capaz de conceder perdão a aqueles que de alguma forma erraram a fim de proteger o Estado’.

Até então eu acreditava que a Justiça tinha como dever dever garantir que as consequências de crimes aconteçam – e crimes sérios deveriam ter consequências sérias. Curioso, cadê o perdão à estupradores, pedófilos e assassinos?

Em contrapartida: OEA pode condenar Brasil por violação de direitos humanos

A Organização dos Estados Americanos já obrigou anteriormente Chile e Peru a punirem seus torturadores. Na Argentina, o processo está mais avançado e em abril, o último presidente militar do país, Reynaldo Bignone, com 81 anos, foi condenado a 25 anos de prisão comum por crimes de lesa-humanidade durante o período da ditadura. Outros 6 acusados foram condenados à mesma pena.

No Brasil, nada foi feito e uma falsa “conciliação nacional” se instalou no poder. Não é a toa que Lula e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, recuaram rapidamente em importantes propostas do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, por causa da querela com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e as forças armadas.

Os militares ainda possuem poderes ocultos sobre o poder civil. Tanto este fato, quanto o episódio da greve de controladores de vôo em 2007 demonstram a afabilidade do governo federal com as forças armadas e a enorme autonomia que estas possuem em seus julgamentos próprios.

Por isso, a OEA irá julgar o caso do Brasil. O último prazo colocado pela organização foi início do 2º semestre. O Brasil agora estará no banco dos réus. Será, sem dúvida, um obstáculo necessário para o Nobel da Paz de Lula…

Deputados responsáveis pela votação – lembrem-se deles:

O primeiro a votar contra foi o relator do processo, ministro Eros Grau, que ressaltou o papel pacificador a Lei de Anistia, declarando que a legislação tem caráter “amplo, geral e irrestrito” a todos os crimes cometidos dentro do contexto do regime militar.

Seguiram o voto do relator as ministras Carmen Lúcia e Ellen Gracie e os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.
O ministro Eros Grau, em seu voto, destacou que a anistia está prevista na Emenda Constitucional nº 26 de 1985, o que torna a Lei de Anistia adequada à Constituição. Eros Grau afirmou que seu voto contrário não apaga o repúdio contra todas as formas de tortura (o ministro foi preso e torturado durante o regime militar). A maioria dos ministros afirmou em seus votos que, apesar de votarem contra a revisão da Lei de Anistia, isso não significa que os atos do passado devam ser esquecidos e apagados.
– É necessário dizer por fim que a decisão não exclui o repudio à todas as modalidade de tortura de ontem e de hoje. Há coisas que não podem ser esquecidas.

Para a ministra Cármen Lúcia, é claro a inclusão de agentes de governo na anistia. Segundo a ministra, caso tivesse que ser revisada esta parte, isto teria que ser feito pelo Legislativo e não pelo Judiciário. Ressaltando que não vê maneira de “nós juízes reinterpretarmos a lei”.

O ministro Ayres Britto foi o defensor mais contundente pela revisão da Lei de Anistia. O ministro afirmou que não vê o caráter “amplo, geral e irrestrito” da legislação, que para ele engloba apenas agentes públicos que cometeram crimes de motivação política e não os “caracteristicamente hediondos ou assemelhados”. Para o ministro a lei não é clara quanto ao perdão desses crimes.
– Neste caso da Lei de Anistia, eu não tenho nenhuma dúvida de que os crimes hediondos ou equiparados não foram incluídos. Antigamente se dizia que hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude, o vício tem uma necessidade de se esconder, de se camuflar. Quem redigiu essa lei não teve a coragem, digamos assim, de assumir essa propalada intenção de anistiar torturadores, estupradores, assassinos frios de prisioneiros já rendidos.
O ministro também foi duro na critica aos que praticaram tortura durante o regime militar.
– O torturador não comete crime político, não comete crime de opinião. O torturador é um monstro, é um desnaturado, é um tarado. Um torturador é aquele que experimenta o mais intenso dos prazeres diante do mais intenso dos sofrimentos alheios. É uma espécie de cascavel de ferocidade tal que morde ao som do próprio chocalho. Não se pode ter condescendência com torturadores.

O primeiro a acatar “em partes” a ação da OAB foi o ministro Ricardo Lewandowski. Em seu voto o ministro afirmou que a lei não englobaria agentes públicos que cometeram crimes comuns, e que esses delitos devem ser analisados “caso a caso”.
– De modo a que se entenda que os agentes do Estado não estão automaticamente anistiados de forma irrestrita, devendo o juízo do Tribunal fazer uma abordagem caso a caso.
O voto de Lewandowski causou mal estar na Corte. O presidente o STF, Cezar Peluso, pediu que o ministro explicasse melhor a posição dele. Lewandowski se irritou, disse que já havia feito um longo e “claro” voto e que não caberia a ele explicar seu voto.

A referida lei é uma tentativa de apagar da história e da memória dos brasileiros as mágoas que perduram desde o fim do regime militar, regime de exceção caracterizado pela violência e arbitrariedade dos atos de repressão. Com a mudança do cenário político e após a promulgação da Constituição de 1988, vivemos em tempos de quietude e até apatia na relação entre os cidadãos e seus governantes. Assim, não seria salutar ficar revirando os escombros deixados pela ditadura, momento peculiar na história do país. Também não podemos deixar cair no esquecimento os episódios marcados por atos extremos de ambos os lados. Daí a importância de discutir a lei, para que possamos virar a página da história rumo à um futuro de democracia e paz.

*** RESUMINDO: ***

* Thumbs UP: Ficaram vencidos os ministros Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski – Para eles, o ato de tortura não pode ser perdoado.

*Thumbs DOWN: Ministro Eros Grau – mesmo sendo uma vítima da ditadura militar; seguido pelos colegas Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso – Para eles a Lei da Anistia é “ampla, geral e irrestrita” e que, portanto, beneficiou a todos que de alguma forma participaram do regime. #SHAME

Greve no transporte público – a história se repete

Máfia do transporte público

Pois bem, Brasília está enfrentando uma greve seríssima do transporte público. Aparentemente os empresários não estão oferecendo benefícios aos motoristas e cobradores de ônibus, que antes foram combinados. Por conta disso, eles decidiram PARAR o serviço, POR COMPLETO. Nem os 60% obrigados por lei estão transitando…

Sabe qual a sugestão dos donos das linhas? Simples: O Governo do DF permitindo o aumento da passagem de R$3 para R$4,25, eles resolvem a situação! Uma graça, não? O revoltante é que a medida está sendo analisada pelo governo.. Na boa? Nessas horas sinto saudades sérias do Arruda. Essa briga ele comprava!

Eu acredito que os funcionários do transporte público merecem sim um salário melhor (e outros benefícios como cesta básica que eles não estão recebendo), mas eu realmente acho que essa relação está errada! Quem tem essa obrigação com os funcionários são os contratantes, ou seja, OS EMPRESÁRIOS. A população não tem nada a ver com essa dívida, aliás, é mais uma vítima. O valor da passagem na região Sul é MENOR que R$3 reais e o transporte funiona; aqui, além de JÁ SER A PASSAGEM MAIS CARA, o transporte é uma bela porcaria. Se cerca de 2 MILHÕES da população depende do transporte público (e paga o valor de R$3 POR PASSAGEM) – os empresários realmente acreditam que para cumprir promessas aos funcionários, a medida é cobrar AINDA MAIS dessa população?

Acho delicado isso de você decidir oferecer um serviço, ele ser porcamente efetuado e ainda assim, querer lucrar loucamente em cima dele sem responsabilidade alguma!

A meu ver, o Governo está dependente DEMAIS desses empresários e isso causa essa máfia sinuosamente organizada.

[Q:] Então sabixona, o que você faria?

[A:] Eu? Formaria FORTEMENTE uma parceiria com os piratas! Na cara dura mesmo. Diria que uma vez que os empresários não entram num acordo com os seus funcionários, não é digno que a população sofra com isso. Cancelaria a verba do passe estudantil e investiria o valor para as frotas piratas por um período inestimado. Não é como se os ônibus dos empresários estivessem em condições melhores para circular – SEM contar que um novo acordo possibilitaria inclusive que o valor das passagens fossem INFERIOR a R$3 reais.

Aposto com vocês que não levaria nem um mês para os empresários tomassem uma medida para remediar a situação! Das duas uma: OU eles teriam que ALÉM de perder dinheiro pelo não recebimento de futuras passagens, demitir os funcionários e pagá-los (AÍ mora a beleza da coisa dos funcionários de ônibus não serem do governo, ou seja, não são funcionários públicos) ; OU seriam obrigados a mexer nos seus preciosos bolsos e eles mesmos pagar os benefícios do acordo.

[Q:] Oh, mas você colocaria em risco o emprego dos funcionários da companhia?

[A:] Infelizmente, qualquer trabalhador está propenso a isso e nesse caso, não há motivos para atribuir a culpa ao Governo e sim, aos empresários contratantes que não cumprem o prometido e no final, deixam TODOS na mão.

Eu SABIA que eles iam se aproveitar DESSE PERÍODO de discussões do passe livre para abocanhar uma grana a mais… SABIA MESMO! O Arruda não deixou que houvesse aumento de passagem durante praticamente TODO O SEU MANDATO – TINHA que ser agora, antes de novas eleições e pós lambança do Arruda.

“Vamos aproveitar que estão concentrados na aprovação do passe livre, quando se derem conta, a coisa estará tão grandiosa que não haverá outra alternativa a não ser aprovar o aumento!”

Aaaah, se o Governo fosse tão sacana nas decisões que beneficiam o povo quanto são para abocanhar dinheiro público…

Transporte Público - FAIL
Na vida tudo é passageiro… menos o cobrador, o motorista e a concessão desta empresa.

Marreco’s Fest comemora sua 9ª edição ao som de muito rock

No último sábado (19) ocorreu um dos festivais de rock mais importantes do cenário musical de Brasília. Trata-se do Marreco’s Fest, que desde 2001 permite que bandas independentes mostrem seu trabalho com estrutura digna de grandes festivais. O evento reúne as melhores bandas de rock pesado do cenário independente local, onde são prestigiadas por um grande público.

O músico e produtor cultural, Fábio Marreco, é o responsável pela celebração. A primeira edição se tratava apenas da comemoração de seu aniversário. Um churrasco em sua própria casa, com alguns equipamentos montados e amigos músicos entre os convidados. A festa ficou tão boa que gradativamente o número de convidados cresceu, deixando de ser uma comemoração restrita, tomou proporções cada vez maiores, ao que hoje se assemelha a grandes eventos no que diz respeito ao público, organização e principalmente, qualidade musical das bandas, mantendo entretanto o clima amigável, respeitoso e familiar.

A edição deste ano teve início às 13h30 e fim às 3h15. Ao todo, 20 bandas se dividiram entre os dois palcos do festival, representando além do Distrito Federal, a Bahia, Minas Gerais e São Paulo; outras já consagradas como Dark Avenger, Almah, Slug e a internacional Ripper Ownes também estiveram presentes na festa.

Respectivamente, se apresentaram as bandas: Rhevange (DF); Seconds of Noise (DF); ARD (DF); Live Wire (DF); Rafael Curi (DF); Flammea (DF); Zilla (DF); Fallen Angel (DF); Uganga (MG); Totem (DF); Dark Avenger (DF); Ripper Owens (EUA); Almah (SP); Slug (DF); Heavens Guardian (GO); Mork (DF); Isolate (DF); Coral de Espíritos (DF); Sarcasmo (MG) e Mystifier (BA).

Aproveitando o clima de valorização das bandas nacionais, foi exibido o vídeo “Brasília Magical Journey”, produzido e divulgado pelos mesmos organizadores do festival. O clipe conta com a participação dos principais músicos de Brasília, com o intuito de celebrar os 50 anos da Capital Federal.

Apesar de breves problemas técnicos com a iluminação, o evento cumpriu o prometido e deixou o público empolgado do começo ao fim – mesmo com o frio que fazia em Brasília. A satisfação é tamanha que já há expectativa para a próxima edição.


O que dizer em um adeus?

Toda vez que eu leio meu signo eu me deparo com a palavra melancólica. Sempre ignorei, achava que era uma característica fraca, e bem, nunca é isso que eu procuro ou me orgulho no meu signo. Prefiro às referências à perseverança, ao trabalho duro, ao esforço e às conquistas, à ideia de que somos rabujentos e carrancudos quando novos mas afloramos e vivemos o real espírito jovem quando velhos… Essas caractéristicas de capricornianos, mas a palavra melancólica sempre por mim foi questionada.

Ao me avaliar, superficialmente, nunca encontrei um traço do que pudesse parecer melancolia, muito pelo contrário. Sou decidida, determinada, sei o que eu quero e aonde chegar e estou aprendendo como, mas onde diabos essa melancolia poderia estar. Incubrindo com um certo ódio, a ignorei por anos.

Então amadurecemos, passamos pelas situações que até hoje não compreendemos como nos metemos, ou como nos envolvemos com determinadas pessoas, com quem nós convivíamos e na hora de expressar, de extravasar? Nada! Um total vazio.
E repassamos nossos passos, reavaliamos nossas atitudes, nossas omições. Encaramos que não podemos voltar ao passado, consertar as coisas, explicar o que ficou oculto, desmentir o que foi dito para lhe atingir… mas não podemos voltar ao passado. Não temos coragem de tomar atitudes agora, visto que demasiado tempo se passou, e percebemos que estamos na verdade ilhados. Ilhados enquanto uma corrente de icógnitas nos rodeia. Icógnitas submersas em um vazio. Um vazio tão calmo e profundo que ignoramos por grande parte do tempo, mas que inconscientemenete, ou conscientemente ignorado. E nesse espaço sozinho, refletindo e repassando tudo aquilo que não pode ser reparado, que sentimento encontramos? A melancolia. Melancolia por conta do exagerado desejo de perfeição. Imprerfeiçao irremediável.

Compreendi a melancolia existente em mim, e o melhor? Aprendi a lidar com ela especialmente porque o orgulho não nos deixa saná-la. Não nos deixa entregar-nos oa vazio que aparentemente calmo, faclmente nos engole. E as pessoas não entendem por que o orgulho é o meu melhor amigo… é porque ele me protege (muito diferentemente dos fatores que estão imersos no citado vazio que aguarda por destruição!

Mas é necessário seguir em frente. Nunca tive paciênciência ou tendência para o narcisismo. Sentar olhando para a água, esperando que ela me consquiste e me engula não vai acontecer, jamais. Quem consegue viver de passado?

Acredito que essa é a beleza de ser do meu signo: mais do que esperar do futuro, que as coisas aconteçam, tentamos reparar nossos erros irremediáveis ao acertar no futuro, e não cometê-los novamente. E o tempo, que tira o incurável de foco, nos permite isso, que as icógnitas em fúria do vazio tenham maior densidade e afundem enquanto seguimos em frente.

Ah, mas sorte também que o meu ascendente é escorpião para apimentar a minha vida enquanto não chego lá! XD