O que dizer em um adeus?

Toda vez que eu leio meu signo eu me deparo com a palavra melancólica. Sempre ignorei, achava que era uma característica fraca, e bem, nunca é isso que eu procuro ou me orgulho no meu signo. Prefiro às referências à perseverança, ao trabalho duro, ao esforço e às conquistas, à ideia de que somos rabujentos e carrancudos quando novos mas afloramos e vivemos o real espírito jovem quando velhos… Essas caractéristicas de capricornianos, mas a palavra melancólica sempre por mim foi questionada.

Ao me avaliar, superficialmente, nunca encontrei um traço do que pudesse parecer melancolia, muito pelo contrário. Sou decidida, determinada, sei o que eu quero e aonde chegar e estou aprendendo como, mas onde diabos essa melancolia poderia estar. Incubrindo com um certo ódio, a ignorei por anos.

Então amadurecemos, passamos pelas situações que até hoje não compreendemos como nos metemos, ou como nos envolvemos com determinadas pessoas, com quem nós convivíamos e na hora de expressar, de extravasar? Nada! Um total vazio.
E repassamos nossos passos, reavaliamos nossas atitudes, nossas omições. Encaramos que não podemos voltar ao passado, consertar as coisas, explicar o que ficou oculto, desmentir o que foi dito para lhe atingir… mas não podemos voltar ao passado. Não temos coragem de tomar atitudes agora, visto que demasiado tempo se passou, e percebemos que estamos na verdade ilhados. Ilhados enquanto uma corrente de icógnitas nos rodeia. Icógnitas submersas em um vazio. Um vazio tão calmo e profundo que ignoramos por grande parte do tempo, mas que inconscientemenete, ou conscientemente ignorado. E nesse espaço sozinho, refletindo e repassando tudo aquilo que não pode ser reparado, que sentimento encontramos? A melancolia. Melancolia por conta do exagerado desejo de perfeição. Imprerfeiçao irremediável.

Compreendi a melancolia existente em mim, e o melhor? Aprendi a lidar com ela especialmente porque o orgulho não nos deixa saná-la. Não nos deixa entregar-nos oa vazio que aparentemente calmo, faclmente nos engole. E as pessoas não entendem por que o orgulho é o meu melhor amigo… é porque ele me protege (muito diferentemente dos fatores que estão imersos no citado vazio que aguarda por destruição!

Mas é necessário seguir em frente. Nunca tive paciênciência ou tendência para o narcisismo. Sentar olhando para a água, esperando que ela me consquiste e me engula não vai acontecer, jamais. Quem consegue viver de passado?

Acredito que essa é a beleza de ser do meu signo: mais do que esperar do futuro, que as coisas aconteçam, tentamos reparar nossos erros irremediáveis ao acertar no futuro, e não cometê-los novamente. E o tempo, que tira o incurável de foco, nos permite isso, que as icógnitas em fúria do vazio tenham maior densidade e afundem enquanto seguimos em frente.

Ah, mas sorte também que o meu ascendente é escorpião para apimentar a minha vida enquanto não chego lá! XD

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